(Conversa numa wiki criada pela
Ana para uma aula de tic II, e transferida para aqui por ser demasiado preciosa para ser perdida.)
Muahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha!
Ou spam.
Ou um exemplo de vandalismo. Nada como mostrar o que não se deve fazer…
… quando se pretende fazer uma página medíocre. Se se quiser uma perfeita, esta serve.
No fundo, tudo pode ser perfeito. Basta escolher o que se deseja que seja perfeito. Assim sendo, esta página é mediocramente perfeita.
No entanto, a perfeição é única e somente uma pessoa que dispensa apresentações, pois toda a gente sabe que não existe, mas que pensa, portanto, segundo Descartes, existe.
Pensa, mas deixa levar-se pelos sentimentos. Não há nada de racional no egocentrismo. E não esqueçamos quem era Descartes: um racionalista convicto.
Ah pois, mas como egocêntrica a perfeição usa o que sabe a seu favor, acreditando só no que lhe convém.
E apercebe-se, então, de que não é perfeita, por mais que queira acreditar no contrário, até acordar do pesadelo, quando vê, com alívio, que afinal ainda é a perfeição e perfeita (muahah! redundância! ou pleonasmo).
Redundâncias… Pleonasmos… Só coisa que a perfeição não necessitaria se realmente fosse perfeita. Afinal parece que, de forma até paradoxal, o sonho é o único universo em que ela é realmente perfeita.
É perfeita em todos os universos, ou não seria sequer perfeita. Sendo-o, todas as maneiras em que se expressa também o são, já que não passam de formas de expressão sonhadoras.
Shiu, sua vândala! x) Perfeição que é perfeita é perfeita, se eu tenho uma imagem de perfeição ela tem de existir, a perfeição sou eu. Eu penso, logo, existo. Logo, a perfeição existe!
É verdade que pensas, logo, existes. No entanto, quem existe és tu e não a imagem que crias de ti própria. É por isso que não és a perfeição. Porque a tua imagem é perfeita, mas tu não.
Mas a imagem que tenho de mim é imperfeita. Ou não seria eu. Apesar disso, não deixo de ser perfeita. Já não faço a mínima ideia do que ando para aqui a dizer.
Nem eu, embora continue convencida de que não és perfeita.
No entanto, há algo que nenhuma de nós pode negar: esta página é perfeita. Um autêntico hino ao vandalismo de wikis.
Pensava que achavas que a perfeição não existia. Mas sim, é perfeita. Viva o vandalismo de wikis!
Mas eu acredito na perfeição, apenas não a vejo em ti.
Enfim, parece-me ser altura de acabar com esta conversa de vândalas pseudo-filosóficas. (É com hífen? Se não for tens aí um botão que já conheces muito bem.)
Conhecerei? Ou será o meu espírito? Oops, é para parar.